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Rinaldi Fonseca

Cirurgia de Crosslink

Encontrei o Dr. Frederico através de uma indicação de um paciente que também havia feito o crosslink.
Entrei em contato pelo e-mail do Site e fui respondido pelo próprio Dr. Pra mim, isso foi um extremo diferencial.
Marquei a consulta e meu objetivo era continuar uma adaptação de lentes de contato que havia iniciado com outro médico.

Após contar toda minha história o Dr. me questionou se eu já havia experimentado óculos. Eu informei que até o momento, nenhum médico havia me indicado óculos, e que pelo o que eu já tinha pesquisado, óculos era pouco indicado. Foi então que o Dr. Frederico me explicou que cada caso é um caso.
Óculos de fato é de fato menos eficiente do que as lentes de contato mas pelo fato de eu já ter "sofrido" com a adaptação das lentes, talvez os óculos poderiam me dar uma visão um pouco melhor e ter muito mais conforto do que com as lentes.

O que mais me surpreendeu foi o Dr. Frederico ter questionado o senso comum e proposto uma solução que acabou sendo melhor para mim.
Eu já havia pesquisado sobre o crosslink e já sabia do que se tratava, mas depois de tirar algumas dúvidas com o Dr. senti segurança em fazer.
Queria de qualquer forma estacionar meu Ceratocone para não precisar depender de lentes.

Após receber a explicação de como seria todo o procedimento, falei com a Roberta(secretária) para agendarmos uma data que ficasse melhor para mim. Este processo de agendamento não teve praticamente nada de burocracia. Basicamente escolhi a data e peguei algumas instruções como endereço do Hospital etc.
 
Cheguei nos hospital e basicamente precisei vestir apenas uma espécie de “avental” grande por cima da roupa que já estava usando e uma touca. Em seguida uma assistente do médico pingou uns 3 tipos de colírios, sendo pelo menos um deles um anestésico.

Depois de uns 15 minutos fui para a sala cirúrgica e me sentei em uma cadeira semelhante a de um dentista, porem bem maior. No meu olho esquerdo o médico colocou um tampão, e no direito um pequeno equipamento com uns ganchos para manter meu olho aberto de modo que não era possível piscar. A primeira vista assusta um pouco mas é bem tranquilo.

Após isso veio a parte que mais me preocupava. A “raspagem” da córnea. 
Felizmente foi bem melhor do que eu imaginei. O processo de “raspagem” não durou mais do que 2 min e eu não senti dor ou incômodo nenhum. Pelo que eu percebi, é como se o Dr. Frederico passasse de leve um objeto meio esponjoso e pelo fato de estar anestesiado você sente que algo está encostando mas perde bem a sensibilidade. Enfim, quando você menos espera, termina.

Em seguida, uma assistente do Dr. fica pingando um colírio de 2 em 2 minutos durante 30 minutos. Tem um relógio especial que apita a cada 2 minutos para ter bastante exatidão e a assistente não se perder.

Após os 30 minutos, é o momento de aplicar a luz ultravioleta durante mais 30 minutos.
Basicamente, eles colocam um equipamento com uma luz na distancia de alguns centímetros do seu olho, e você só tem que ficar olhando para o centro dela. É neste momento que acontece as reações químicas na sua córnea que a deixará mais resistente. É importante falar que também não dói nada. O único incômodo é ter que ficar sem se mexer durante os 30 minutos, para não sair do foco da luz.

Com o término da aplicação da luz, o Dr. lava seu olho com o que eu acredito que seja água ou algum soro e em seguida coloca uma lente de contato gelatinosa de proteção. Pelo que eu percebi esta lente é bem fina. Bem mais do que as gelatinosas comum. Com isso você não sente que está com ela. Diversas vezes eu olhava no espelho para poder me certificar que ela ainda estava lá.

Após 1h todo o procedimento acabou. Como fiz apenas no olho direito, e meu olho esquerdo é o melhor, até que eu estava enxergando bem. Também saí do hospital com uma espécie de tampão transparente. Eu deveria dormir com isso somente por precaução. Não poderia de forma alguma coçar o olho.

O Dr. me alertou que o olho poderia ficar bastante vermelho, poderia incomodar, lacrimejar etc. Porém só ficou um pouco vermelho depois de umas 2h.

Eu também estava tomando um comprimido para evitar um mal estar no geral. No dia seguinte acordei bem e o incômodo era bem pequeno. Era um incômodo do tipo que te faz lembrar que seu olho existe. Mas bem tranquilo. Eu estava pingando 3 tipos de colírios 4x ao dia. Não tive nenhuma restrição do tipo: não ver TV, não usar o computador etc. Só me pediu bom senso. 

No segundo dia eu acordei com o olho um pouco vermelho. Tirei umas fotos com meu celular e mandei por e-mail para o Dr. Frederico. Em alguns minutos ele me respondeu dizendo que estava bom. Isso me deixou muito mais tranquilo.

Após 5 dias voltei na clínica. Ele viu que já estava cicatrizado e com isso já pude retirar a lente.
A única restrição que ele me passou foi não ir em piscina, praia etc. No resto poderia ter uma vida normal e voltar em um mês. No total fiquei apenas 1 semana afastado do trabalho. Se eu quisesse acho que poderia ter voltado antes.

Uma das maiores preocupações que as pessoas tem, é em relação ao fato da visão fica um pouco “embaçada” após o procedimento e durante um certo tempo. No meu caso, foi como se a minha visão do olho direito tivesse piorado uns 10%. Porém como é o meu olho esquerdo que determina mais a minha visão, na prática não mudou quase nada. O normal é a visão voltar ao normal após uns 2 ou 3 meses. Mas pelo que eu já perguntei, varia de caso para caso.

Conclusão: Achei tranquilo fazer. Pelo menos não envolve cortes ou coisa do tipo. Considero um procedimento muito válido para os ganhos que eu tive.
Tanto é que 3 meses depois acabei fazendo no segundo olho.
O profissionalismo, atendimento e segurança que o Dr. Frederico e toda a equipe da Marques Oftalmologia me passaram foi fundamental na minha escolha.

Atualmente mantenho o blog www.ceratoconicos.wordpress.com onde conto minhas experiências pessoais com o Ceratocone. Talvez possa ser útil para alguém.

Att
Rinaldi Fonseca